/> Substituto do General Arruda fez discurso defendendo resultado das eleições. (VÍDEO!) - Folha da Política

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Substituto do General Arruda fez discurso defendendo resultado das eleições. (VÍDEO!)


Conforme noticiamos, o General Júlio César de Arruda foi exonerado do posto de comandante do Exército do Brasil. A decisão acontece exatamente um dia após a reunião entre Lula (PT), o ministro da Defesa José Múcio e os comandantes das Forças Armadas. O seu substituto será o General Tomás Miguel Ribeiro Paiva, que apareceu em um vídeo defendendo o processo eleitoral e criticando posicionamentos políticos de militares.

O discurso em questão aconteceu durante cerimônia que homenageou os militares mortos no Haiti. O General Paiva declarou que o Brasil enfrenta um “terremoto político” que está “tentando matar a coesão, hierarquia, disciplina e profissionalismo” do Exército e que afeta diretamente o “respeito e o orgulho que temos de vestir essa farda”.

“Ser militar é ser profissional, respeitar a hierarquia e a disciplina. É ser coeso, íntegro, ter espírito de corpo e defender a pátria. É ser uma instituição de Estado, apolítica e apartidária. Não interessa quem está no comando, a gente vai cumprir a missão do mesmo jeito”, declarou Paiva, afirmando ainda que os militares defenderem a democracia, que o regime político pressupõe “liberdade, garantias individuais, políticas e públicas”.

“Também é o regime do povo. Alternância de poder. É o voto, e quando a gente vota, tem que respeitar o resultado da urna. Não interessa. Tem que respeitar. É essa a convicção que a gente tem que ter, mesmo que a gente não goste. Nem sempre a gente gosta, nem sempre é o que a gente queria. Não interessa. Esse é o papel da instituição de Estado, da instituição que respeita os valores da pátria. Somos Estado. Isso não significa que o cara não seja um cidadão, que o cara não possa expressar seu direito de ter uma opinião. Ele pode ter, mas não pode manifestar. Ele pode ouvir muita coisa, muita gente falando para ele fazer isso ou aquilo, mas ele fará o que é correto, mesmo que o correto seja impopular”, disse o general.

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