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PT obtém liminar e proíbe plantio de soja em Mato Grosso, estado é responsável por 25% da produção nacional de soja



desembargadora que antes havia negado o pedido de liminar, mudou de voto na quinta-feira (08)

A presidente do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas, concedeu a ação movida pelo diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) a qual pediu restrição período de plantio da soja em Mato Grosso (MT). A decisão reduz o calendário de semeadura da soja – que deveria ir até 3 de fevereiro – para 31 de dezembro e contraria a Portaria nº 607 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de mudança no calendário de semeadura do grão no estado.

A desembargadora que antes havia negado o pedido de liminar, mudou de voto na na quinta-feira (8). A ação se une à polêmica envolvendo o ex-presidente Lula, que atacou os produtores rurais e classificou-os de "fascistas".

O PT justifica que a instrução normativa – formulada pelo Indea (Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso) e que autoriza o Estado a seguir o calendário nacional do plantio de soja, tenha imediata inconstitucionalidade pois, segundo o partido, prejudica gravemente as medidas sanitárias essenciais para o combate da proliferação da ferrugem asiática.

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A sigla alega também ser uma estratégia ilegal de aderir a um calendário, sem qualquer justificativa plausível, para aumentar o período de plantio da soja em contradição ao período praticado desde 2015 em Mato Grosso.

O Ministério estabelece o período em 20 Estados e no Distrito Federal para a semeadura, como parte do combate à ferrugem asiática. A ação, visa a “racionalizar o número de aplicação de fungicidas e reduzir os riscos de desenvolvimento de resistência do fungo” que causa o problema, informa a pasta.

De acordo com a pasta, a ferragem asiática está entre as doenças mais severas que incidem na cultura da soja. “Nas diversas regiões geográficas onde a praga foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção”, afirma.

Em resposta, cerca de 20 entidades representativas dos produtores de soja do Mato Grosso e agricultores publicaram, nesta sexta-feira (09), uma carta aberta repudiando a interferência política em um tema estritamente técnico.

Atualmente os produtores mato-grossenses lideram a produção nacional e cerca de 25% das terras são ocupadas por essa cultura no país. Há algumas semanas, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato da legenda, chamou o agronegócio do país de fascista.

 

Expectativa para a semeadura da soja

Na safra 2022/2023, Mato Grosso deve semear com soja 11,810 milhões de hectares. O número representa um incremento de 2,92% em relação ao ciclo anterior, de 11,475 milhões de hectares. As perspectivas apontam uma produção de 41,513 milhões de toneladas, o que representa alta de 1,62% ante as 40,852 milhões de toneladas colhidas no último período.

O clima incerto no estado, contudo, não deixa de trazer preocupações, em especial na reta final do vazio sanitário da oleaginosa.

O vazio sanitário da soja em Mato Grosso teve início em 15 de junho e segue até 15 de setembro. No período, produtores não podem manter a planta no campo. A medida visa limitar a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática durante a entressafra e, consequentemente, reduzir a incidência e atrasar a ocorrência da doença na próxima safra.

Um comentário:

  1. Já tem versões na mídia q essa desembargadora ficará milionária a partir de agora. Enquanto esse verme de nove dedos não for comer grama pela raiz, teremos q aguentar esse nojo até a vitória de Bolsonaro , q graças a Deus está próxima.

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