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Polícia investiga ligação de vereador do PT com o PCC em empresa de ônibus de SP



Senival Moura, do PT, é investigado no caso envolvendo a morte de dono de empresa de transporte em 2020

A Polícia Ciivl de São Paulo, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) faz na manhã desta 5ªfeira (09.jun), na capital e em Mogi das Cruzes, a Operação Proditor para investigar mortes como a de Adauto Soares Jorge, presidente do consórcio de ônibus Transunião, lavagem de dinheiro, organização criminosa, além da relação da empresa com o crime organizado.

A ação é coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Crimes Patrimoniais de Intervenção Estratégica do Departamento, com o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão.

As investigações começaram a partir da morte de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da empresa de transportes Transunião, que foi executado em 04 de março de 2020. Com isso, foi descoberto o envolvimento do crime organizado com a Transunião.

Segundo a Polícia Civil, a vítima era "testa de ferro" do vereador Senival Moura (PT) na direção da empresa, que era utilizada para a lavagem de dinheiro de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Senival Moura e Jorge eram amigos há 30 anos. O próprio vereador era proprietário de 13 ônibus que prestavam serviços para a Transunião, que tem contrato com a prefeitura da capital no valor de R$ 100 milhões anuais.

Adauto não estaria realizando o repasse de valores a contento para membros do PCC, motivo pelo qual foi desligado da empresa e teve o "salve", o código de 'ordem', decretado pela organização criminosa.

No dia do crime, a Adauto foi levado por Devanil Souza Nascimento, -- vulgo "Sapo", motorista de Senival --, para uma padaria, e, logo após sua chegada, foi executado ainda no estacionamento do local, por Jair Ramos de Freitas, -- vulgo "Cachorrão" --, que após a prática do homicídio virou diretor da Transunião.

Na época da morte do empresário Adauto Soares Jorge (março de 2020) presidente do consórcio Transunião, o vereador pediu proteção policial para Polícia Militar.

Agora, Moura é suspeito de participar do crime. A polícia faz buscas nos endereços ligados ao vereador.

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