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MTST invade propriedade em Montes Claros (MG) e acaba expulsos por moradores



Produtores rurais e empresários da região desmontaram o acampamento construído pelos militantes

Na madrugada da sexta-feira 13, aproximadamente 30 militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) invadiram uma propriedade de pequeno porte na cidade de Montes Claros (MG), localizada a 330 quilômetros de Belo Horizonte, e acabaram expulsos pelos moradores.

A história

Sem enfrentar resistência, visto que o proprietário não estava presente em seu terreno no momento da invasão, os militantes tomaram o local e instalaram um acampamento. Dezenas de barracas foram construídas, pequenas cozinhas foram improvisadas.

Halex Athayde, o dono da propriedade, chegou ao local apenas na manhã de sábado 14. Por estar sozinho, resolveu pedir o apoio de civis, empresários e produtores rurais do município. Aproximadamente cem moradores se reuniram para tentar negociar com os representantes estaduais do movimento a saída dos invasores. Mas não houve acordo.

Como resultado, o proprietário fechou todas as entradas e as saídas do terreno. Ninguém sairia do local. A conversa voltaria a ocorrer no domingo 15.


Discurso ensaiado

Os mesmos empresários e produtores rurais voltaram ao terreno na manhã do dia seguinte e solicitaram pacificamente a retirada dos invasores. E ouviram dos coordenadores estaduais do MTST, Jairo dos Santos Pereira e Marcia Melo, que procurassem a Justiça e pedissem reintegração de posse.

“Esse pessoal é bem orientado”, observou a advogada e pré-candidata a deputada federal Aline Bastos, que estava no local prestando assessoria jurídica a Athayde. “Eles conseguiram recrutar crianças, grávidas e deficientes mentais.” A tática é a seguinte: o MTST alicia os pobres e miseráveis e lhes promete uma casa própria. Sem alternativas, as pessoas carentes aceitam a oferta.

Marilena de Souza é uma das aliciadas. Ela foi cooptada pelos coordenadores estaduais do movimento, mas não sabia que a proposta envolvia a invasão de uma propriedade privada. “Eles disseram que haviam recebido um terreno”, explicou. “Trabalho como faxineira três dias por semana, com salário diário de R$ 100. Como não iria me interessar pela oferta?”

Carlos Marques também participou da invasão. Ele disse que aceitou a proposta porque queria deixar de pagar aluguel. “Os coordenadores nos prometeram um terreno próprio”, revelou. Além de moradia, o MTST ofereceu um punhado de arroz e feijão àqueles que topassem ocupar a propriedade de Athayde.

Dezenas de cooptados preferiram não se manifestar publicamente, por medo de retaliação. Os entrevistados tiveram seus nomes alterados.


Boulos entra em cena

As investidas do MTST seguem critérios minuciosos. Primeiro, seus representantes contactam entidades sociais direta ou indiretamente vinculadas a partidos de esquerda. Essas instituições localizam as pessoas carentes, explicam os supostos objetivos do movimento e fazem a proposta.

Depois, com os cooptados já inseridos no grupo, os coordenadores estaduais comunicam uns aos outros sobre o terreno a ser invadido.

A terceira etapa requer proximidade dos líderes do movimento com personalidades da imprensa e da internet. Em eventual conflito com os proprietários de terras, jornalistas e influenciadores simpáticos ao MTST precisam relatar as supostas agressões contra os militantes.

Isso ocorreu durante a invasão da propriedade em Montes Claros. Assim que os moradores do município chegaram ao terreno de Athayde e pediram a saída dos invasores, o ex-candidato à Presidência da República e coordenador do MTST Guilherme Boulos usou as redes sociais para dizer que jagunços estariam na iminência de cometer um massacre contra as famílias instaladas no local.

Na sequência, os líderes estaduais do movimento acionaram a Polícia Militar. “A PM intermediou o conflito existente entre as partes, apaziguou os ânimos e orientou sobre as medidas legais cabíveis à situação”, informou a corporação, em nota. Não houve registro de agressões nem de massacres.


Fim da linha

Depois do fracasso nas duas tentativas de negociação com os coordenadores estaduais do MTST, os próprios moradores decidiram pôr fim à invasão. As barracas foram desmontadas, as cozinhas improvisadas sumiram.

Halex Athayde reassumiu o controle do terreno na tarde do domingo 15.

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