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Ucrânia diz ter encontrado 410 corpos após retirada de tropas russas perto de Kiev: ‘Genocídio’


Saída das tropas russas revelou cenário de devastação

O governo ucraniano afirma ter encontrado 410 cadáveres e um cenário de profunda devastação nas cidades reocupadas após a saída das tropas russas da região de Kiev. A procuradora-geral, Irina Venediktova, fala em crimes de guerra, enquanto o Kremlin nega o massacre.

Somente na cidade de Bucha, a prefeitura contabilizou mais de 280 corpos em estado de decomposição, em valas comuns. Os invasores russos deixaram a cidade após o ataque das forças ucranianas; mas, antes, teriam assassinado civis. Além das mortes, há denúncias de estupros infligidos a mulheres ucranianas.

– Mulheres [foram] estupradas na frente de seus filhos, meninas [foram estupradas] na frente das suas famílias, como ato deliberado de subjugação. Estupro é um crime de guerra – declarou a embaixadora do Reino Unido na Ucrânia, Melinda Simmons.

A Ucrânia ainda acusa a Rússia de espalhar minas terrestres pelas cidades de onde as tropas invasoras estão se retirando. Foram mais de 1.500 explosivos encontrados em apenas um dia na vila de Dmitrivka, segundo informações do serviço de emergências.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que os invasores cometeram “genocídio”.

– Somos os cidadãos da Ucrânia. Nós temos mais de 100 nacionalidades. Trata-se da destruição e extermínio de todas essas nacionalidades – afirmou Zelensky.


RÚSSIA NEGA MASSACRE

As imagens chocantes dos corpos de civis espalhados pelas ruas têm impactado o mundo e inflamado a indignação contra Vladimir Putin. A Rússia, no entanto, nega ter cometido crimes de guerra e acusa o governo ucraniano de encenar uma “performance” para envenenar a mídia ocidental contra os russos.

– As fotos e vídeos de Bucha são outra performance encenada pelo regime de Kiev para a mídia ocidental – disse o Kremlin.

A gestão Putin também diz que as saídas de Bucha não foram bloqueadas e alega que os civis podiam circular livremente.

INDIGNAÇÃO GLOBAL

A revelação do cenário de atrocidade causou reação na comunidade internacional. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), “os corpos encontrados em Bucha levantam sérias questões sobre possíveis crimes de guerra”.

Como resposta, líderes europeus prometem duras sanções contra a Rússia e trabalham para ajudar a Ucrânia a reunir as “provas necessárias para ações nos tribunais internacionais”, segundo o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Na avaliação do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, os ataques provam que Putin está “desesperado”. O premiê prometeu não descansar “até que a justiça seja feita”.

– Os ataques desprezíveis da Rússia contra civis inocentes em Irpin e Bucha são mais uma evidência de que Putin e seu exército estão cometendo crimes de guerra na Ucrânia. Nenhuma negação ou desinformação do Kremlin pode esconder o que todos sabemos ser a verdade: Putin está desesperado, sua invasão está falhando, e a determinação da Ucrânia nunca foi tão forte – assinalou Johnson.

Emmanuel Macron, presidente da França, classificou as imagens em Bucha como “insuportáveis”. O país prometeu levar o caso ao Tribunal Penal Internacional.

– Nas ruas, [há] centenas de civis assassinados covardemente. Minha compaixão pelas vítimas, minha solidariedade [aos] ucranianos. As autoridades russas terão que responder por esses crimes – garantiu.

Já o chanceler alemão, Olaf Scholz, declarou que aliados ocidentais promoverão novas sanções à Rússia nos próximos dias em punição pelas “atrocidades” do exército russo.

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