PT processa Igreja evangélica Assembléia de Deus e pastor José Wellington Júnior


Sigla afirmou que houve campanha antecipada na participação do chefe do Executivo em evento das Assembleias de Deus

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou, no último domingo (24), uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suposta prática de campanha eleitoral antecipada do presidente Jair Bolsonaro. No processo, a legenda citou o presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), pastor José Wellington Costa Júnior.

O processo em questão cita a “motociata, carreata e comício eleitoral” realizados na última terça-feira (19) com a presença de Bolsonaro durante o cumprimento de agenda do líder em Cuiabá, Mato Grosso. Bolsonaro foi ao lançamento da Marcha para Jesus do estado e ao culto da 45ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.

O PT alegou que “a verdade é que os eventos mencionados, apresentados como compromissos oficiais de Jair Messias Bolsonaro, na qualidade de chefe do Poder Executivo, serviram apenas de pretexto para mais um episódio de campanha eleitoral extemporânea”.

Além de citar o pastor e Bolsonaro, o partido ainda incluiu na ação o presidente da Frente Evangélica, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). No processo, o PT declarou que “o evento não passou de um ato de campanha, a despeito da aparência de culto religioso” e que José Wellington e Sóstenes “discursaram em favor da reeleição do presidente, com a sua anuência explícita”.

Durante o evento, o pastor ressaltou que Bolsonaro é “o nosso pré-candidato” e que o “Deus a quem ele honra com certeza o honrará no próximo mês de outubro”, mês das eleições de 2022. Além disso, o líder religioso declarou que a cúpula da convenção espera que Jesus Cristo dê a vitória ao candidato do PL ainda no primeiro turno.

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