Rússia e EUA concentram 90% das armas nucleares do mundo



Países enfrentam escalada na tensão geopolítica

A Rússia e os Estados Unidos detêm, juntos, 89,7% de todas as armas nucleares do mundo. Ao todo, as duas nações possuem 11.527 ogivas nucleares – a Rússia com 5.977 e os EUA, 5.550. Os números do arsenal foram atualizados em fevereiro deste ano.

A leve desvantagem numérica dos norte-americanos é compensada quando contabilizadas as ogivas da França e do Reino Unido, que fazem parte da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Somados, o arsenal da organização chega a 6.065 ogivas – sendo 290 da França e 225 do Reino Unido.

No último domingo (27), o presidente russo Vladimir Putin decidiu colocar as equipes de armas nucleares do país em posição de alerta. Ele considerou que os países da Otan, liderados pelos Estados Unidos, fizeram “declarações agressivas” sobre a invasão da Ucrânia, além das sanções econômicas impostas pelo Ocidente.

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“GUERRA NUCLEAR DEVASTADORA”

Nesta quarta-feira (2), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sabe que a única alternativa às sanções econômicas contra seu país é uma Terceira Guerra Mundial, que seria “uma guerra nuclear devastadora”.

Em entrevista à rede de televisão Al Jazeera, Lavrov declarou que Biden “tem experiência e sabe que não há alternativa às sanções, a não ser a guerra mundial”.

O ministro russo também afirmou que seu país estava “pronto” para enfrentar as sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia pela invasão da Ucrânia, mas que não esperava que visassem atletas, intelectuais, artistas e jornalistas.

Entretanto, apesar das medidas tomadas contra ela, “a Rússia tem muitos amigos e não pode ser isolada”, advertiu o ministro.

Lavrov reiterou a disponibilidade de seu país de realizar uma segunda rodada de negociações com o governo ucraniano e o acusou de atrasar essas negociações “sob ordens americanas”.

Sobre as razões do atual conflito com a Ucrânia, Lavrov alegou que os países ocidentais se recusaram a atender às exigências da Rússia para a formulação de uma nova arquitetura de segurança europeia.

A ofensiva militar russa, de acordo com ele, tem como objetivo desarmar a Ucrânia e impedir que ela adquira uma arma nuclear.

– Não podemos permitir a presença de armas ofensivas na Ucrânia que ameacem nossa segurança – acrescentou.

 


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