PRESIDENTE BIDEN INDICA A SUPREMA CORTE JUÍZA CONHECIDA POR DAR SENTENÇAS BRANDAS A PEDÓFILOS



Ketanji Brown Jackson é tida por especialistas como alguém que defende punições suaves para criminosos e é branda com pessoas que consomem pornografia infantil

Aindicada para a Suprema Corte norte-americana pelo presidente Joe Biden foi Ketanji Brown Jackson, cujo nome já deixa clara parte do critério: atender as “minorias”, dentro da visão identitária dos democratas. 

A mídia “liberal” tratou a nomeação de Ketanji como uma ocasião gloriosa e histórica. A Associated Press publicou: “Para meninas negras, a possibilidade de Ketanji Brown Jackson ser a primeira mulher negra na Suprema Corte é um momento de promessa, esperança e quebra de mais uma barreira”. Não importa que Bush tenha indicado Clarence Thomas em 1991, uma vez que ele era negro, porém conservador.

Juiz Clarence Thomas, indicado para a Suprema Corte norte-americana por George W. Bush | Foto: Flickr

Mas quem é a juíza e o que ela pensa? Criada em Miami, Jackson estudou em Harvard e trabalhou como assessora jurídica de dois juízes federais. Currículo, portanto, ela possui — os Estados Unidos ainda não chegaram a um patamar de escárnio como o Brasil na indicação de ministros supremos, apesar dos democratas. O problema reside na filosofia política da indicada.

Jackson, afinal, é tida por muitos especialistas como alguém que defende punições suaves para criminosos. Tradicionalmente, o marginal responsável por dois crimes simultâneos, ou por um crime com maior intensidade, recebe uma pena maior por isso.

 Mas essa não parece ser a visão de Jackson. Em depoimento perante o Comitê Judiciário do Senado nesta semana, Jackson discutiu as preocupações levantadas principalmente pelo senador republicano Josh Hawley de que ela era branda com pessoas que tinham pornografia infantil.

Hawley ressaltou que, como juíza, houve sete casos em que ela deu sentenças abaixo do recomendado pelas diretrizes federais de condenação. Como membro da Comissão de Sentenças dos EUA, ela também pressionou para reduzir as penas para pornografia infantil. “Os infratores mais graves de pornografia infantil eram baseados no volume, com base no número de fotografias que recebiam pelo correio, e isso fazia todo o sentido antes, quando não tínhamos a internet, quando não tínhamos a distribuição”, explicou Jackson. “Mas a maneira como a diretriz agora está estruturada, com base nesse conjunto de circunstâncias, está levando a disparidades extremas no sistema, porque é muito fácil para as pessoas obterem volumes desse tipo de material agora por computadores”, acrescentou.

O presidente do Crime Prevention Research Center, John Lott, escreveu uma coluna para o Townhall criticando a postura de Jackson. Lott explica: “As diretrizes de condenação ajudam a garantir que dois criminosos que cometem o mesmo crime enfrentem a mesma pena de prisão. Jackson afirma que um criminoso recebendo 100 fotos de pornografia infantil pelo correio é menos prejudicial do que obter 100 fotos em seu computador pela internet. O objetivo das penalidades é desencorajar os pedófilos de tirar mais fotos, porque tirar fotos prejudica as crianças. Quanto maior a demanda por essas fotos, mais as crianças são prejudicadas”. Ou seja, quantidade importa.

Jackson alegou que via o crime de pornografia infantil como “prejudicial”, como “horrível”. Mas desviar-se consistentemente da norma de condenação estabelecida pelas diretrizes para pornografia infantil não corresponde às palavras de Jackson, segundo Lott. Não é comum para um juiz distrital se afastar das diretrizes federais, e juízes apontados por republicanos normalmente o fazem em menor frequência. Para Lott, Jackson é uma “fora da curva”, alguém que se desviou por sete vezes no caso de punição para pornografia infantil, sempre para aliviar a pena.

A mentalidade que denuncia a política em vez de o criminoso tem se alastrado e baixado a moral da força policial

Jackson era uma defensora pública e eles tendem a ser muito “progressistas”. Um presidente muito “progressista” a nomeou. Organizações ativistas de esquerda a apoiam fortemente. Está claro que há uma guinada radical na Suprema Corte com tal indicação. Lott conclui: “A ironia é que, com o aumento dos crimes violentos e os democratas enfrentando uma reação negativa por cortar os fundos da polícia e os promotores de esquerda se recusando a processar criminosos violentos, os democratas só agora querem alegar que não são brandos com o crime. No entanto, embora Biden e os democratas digam uma coisa, eles nomeiam e votam em uma juíza da Suprema Corte que continua sendo branda com as políticas de crime”.

Ketanji Brown Jackson, a primeira mulher negra na Suprema Corte | Wikimedia Commons

Para constatar isso, basta estudar a política californiana de combate ao crime. A Califórnia, afinal, é o Estado mais democrata e “liberal” dos Estados Unidos. No livro San Fransicko, Michael Shellenberger mostra como os “progressistas” estão arruinando as cidades norte-americanas que comandam. Detalhe: ele era um “progressista” que saiu em busca de respostas, e não gostou do que descobriu. O ano 2000, segundo o autor, marcou a transição de políticas duras contra o crime para políticas mais brandas no Estado. Os eleitores em 2000 aprovaram a Proposição 36, criada por Ethan Nadelmann e financiada por George Soros, que permitia que infratores condenados pela primeira ou segunda vez por um delito não violento de porte de drogas de baixo nível recebessem liberdade condicional e tratamento de drogas baseado na comunidade, em vez de prisão.

Toda a política de policiamento foi sendo enfraquecida. Pesquisadores descobriram que US$ 1 investido em policiamento resulta em US$ 1,63 em benefícios de redução do crime. São Francisco em 2019 tinha apenas 1.971 policiais, mas precisava de 2.176 por lei. O número de policiais de São Francisco que deixaram o emprego cresceu de 12 policiais em 2018 para 26 em 2019 e para 31 em 2020. “Isso pode ser difícil de compensar”, observou o jornal Chronicle, “já que a última academia de polícia tinha apenas 19 cadetes”.

O chefe do sindicato dos policiais de São Francisco alertou: “Este é apenas o começo. Dezenas estão ativamente no processo de contratação com outras agências”. A mentalidade que denuncia a política em vez de o criminoso tem se alastrado e baixado a moral da força policial. “Defund the police”, gritam os esquerdistas, enquanto o crime dispara.

No Brasil, conhecemos isso muito bem. Partidos radicais de esquerda, como o Psol, vivem demonizando a polícia, rotulada como “fascista”, enquanto os marginais são vistos como “vítimas da sociedade”, com punições cada vez mais brandas. Não é preciso lembrar qual o impacto disso nas taxas de criminalidade no país. É desanimador ver os Estados Unidos flertando com essa rota perigosa, sob a influência de movimentos radicais como o Black Lives Matter, cada vez mais influente, por sua vez, no próprio Partido Democrata. A indicação de Biden para a Suprema Corte comprova: os democratas não querem mesmo endurecer com os criminosos.



FONTE: REVISTAOESTE.COM.BR

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