Cidade que vacinou em massa com CoronaVac triplica casos de covid-19 em Outubro


Número de mortes segue estável em Serrana, no interior de São Paulo, onde maioria da população recebeu a vacina do Butantan. Queda de eficácia para previnir casos também ocorre com Pfizer, Janssen e Moderna

A cidade de Serrana, que vacinou a população emmassa contra covid-19 em abril deste ano, voltou a ter aumento de casos confirmados da doença.

Serrana, em São Paulo, fez parte de estudo do Instituto Butantan sobre a efetividade de vacinas, e por isso teve vacinação mais rápida que no restante do Brasil. De acordo com dados do LocalizaSus, 56% das doses aplicadas no município (excluindo-se as doses de reforço) foram da vacina CoronaVac. Esse número é de 30% no Brasil como um todo.

O boletim epidemiológico (leia a íntegra, 696 KB) da prefeitura do município mostra 563 casos confirmados em outubro, o triplo dos 179 registrados em setembro.

É a 1ª vez desde maio que a cidade tem alta no número de casos casos.

O número de mortes, porém, permanece estável. Foram 4 óbitos em setembro e 3 em outubro.

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Leia nos gráficos abaixo os registros de casos confirmados e de mortes da cidade:


TEMPO DE PROTEÇÃO DA VACINA

A alta no número de casos em Serrana ocorre pouco tempo depois de artigo científico publicado na revista Science mostrar reduçãona proteção de vacinas contra a infecção pelo coronavírus depois de 6 meses.

O estudo analisou as vacinas aplicados nos EUA: Janssen, Pfizer e Moderna.

No caso de Serrana, a maior parte da imunização foi feita com a vacina CoronaVac. É esperado por imunologistas que a proteção das vacinas, independentemente do fabricante, diminua com o tempo.

“Os dados preocupam e devem refletir uma perda da eficácia da vacina, o que só reforça a necessidade da dose adicional de imunizante“, diz a infectologista Raquel Stucchi.

Embora tenha mostrado uma redução na proteção de vacinas contra a infecção pelo coronavírus, o estudo publicado na Science mostrou que a proteção com a mortalidade se manteve.

Em setembro o Brasil passou a aplicar uma dose extra de vacina em pessoas que haviam recebido as 2 doses até 6 meses antes. O objetivo é, exatamente, aumentar a imunidade de vacinados que possam tê-la perdido depois de alguns meses. Até agora foram 10,1 milhões de aplicações.

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