Apple derruba aplicativos da Bíblia a pedido do partido comunista chinês



Entidades acusam a fabricante do iPhone e do iPad de colaborar com perseguição religiosa promovida dentro do país

Entidades religiosas acusam a Apple de colaborar com a perseguição religiosa do governo comunista chinês, por causa da remoção de aplicativos da Bíblia disponibilizados a usuários na China na App Store, plataforma de apps para iPhones e iPads.

De acordo com o perfil Apple Censorship ("Censura da Apple", em tradução livre), que monitora a censura de aplicativos nas App Stores pelo mundo, a empresa retirou apps da Bíblia e também do Corão, livro sagrado dos muçulmanos.

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"Na Apple, todas as religiões são iguais: apps tanto da Bíblia quanto do Corão foram removidos recentemente da App Store chinesa", ironiza uma postagem feita no dia 12 de outubro.

O perfil também relatou que pelo menos nove aplicativos de teor religioso teriam sido retirados da loja desde 30 de setembro deste ano.

Em entrevista ao portal Christian Broadcast News, um representante do Conselho de Relações Islâmico-Americanas (Cair, na sigla em inglês), Edward Ahmed Mitchell, acusou a Apple de cooperar com a política de perseguição religiosa do governo da China e pediu que a decisão seja revista.

"Ao obedecer a ordem do Partido Comunista Chinês de remover os aplicativos da Bíblia e do Corão de sua plataforma na China, a Apple colabora com a perseguição religiosa no país, incluindo genocídios de muçulmanos uigures. Isso precisa ser revisto", disse o diretor nacional do Cair.

Procurada pela reportagem do R7, a assessoria de imprensa da Apple afirmou que a empresa não vai se manifestar sobre a questão.

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