China proíbe “homens maricas e estéticas anormais” na TV



Agência reguladora considera "imoral" a influência de "afeminados" para os jovens

A agência reguladora de rádio e TV da China emitiu comunicado anunciando que irá vetar a estética “afeminada” nas atrações de entretenimento, sob a justificativa de que “influências vulgares” devem ser banidas do país. No lugar do “conteúdo insalubre”, o país comunista adotará uma programação com “conteúdo revolucionário”.

O órgão do governo responsável pela cultura do país também afirmou que dará prioridade a programas que promovam uma atmosfera patriótica, incluindo o reforço da ideologia socialista e comunista que rege a China. Para tanto, será necessário a veiculação de imagens como homens másculos e viris – e a abolição gradual de celebridades masculinas que usem muita maquiagem.

A nova medida irá impactar diretamente fenômenos mundiais nascidos no Oriente, como a participação bandas de K-Pop e de Mandopop, além de “celebridades vulgares da internet” na TV.

A iniciativa já havia sido anunciada em um artigo de opinião publicado no fim de agosto no jornal estatal Guangming Daily. Em tom pejorativo, o texto afirmava que alguns artistas “afeminados” eram imorais e colocavam em risco os valores dos adolescentes chineses.

Já no anúncio oficial, o tom foi ainda mais depreciativo. Segundo o comunicado, o objetivo da mudança é “pôr fim de forma definitiva nos homens maricas e outras estéticas anormais”.

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