Cartório nega registro de igreja em SP que não apoia união gay




Teólogo expôs situação nas redes sociais, denunciando imposição de pautas LGBTQIA+

Uma igreja evangélica teve seu registro do estatuto social negado pelo 2º Oficial de Registro Civil das Pessoas Jurídicas de São José dos Campos, no interior de São Paulo, uma vez que o documento informa que a denominação não realiza casamentos entre homossexuais.

O escrevente Abner Sales Ferreira não aceitou a justificativa da igreja feita com versículo bíblicos e solicitou que o estatuto seja adequado ao valores da Constituição Federal.

– Em que pese a liberdade assegurada às organizações religiosas, quanto à organização, estruturação interna e funcionamento, e a ampla liberdade de crença e de culto (art. 44, parágrafo 1 do Código Civil e art. 5°, VI da Constituição Federal) […]com o devido respeito à crença religiosa, não se pode admitir a discriminação consubstanciada no parágrafo único do art. 3° do Estatuto submetido a registro – declarou o escrevente.

A decisão foi assinada em 25 de agosto, porém repercutiu após o teólogo Guilherme de Carvalho, pastor da Igreja Esperança em Belo Horizonte, expor o episódio nas redes sociais na última sexta-feira (3).

A denominação é a Igreja Apostólica Eliú, liderada pelo pastor Washington Caetano, localizada no bairro Vila Industrial, em São José dos Campos.

O teólogo Guilherme de Carvalho informou em suas redes sociais que o cartório se recusou a recuar na decisão, mesmo com os esforços de um grupo de pastores. Sendo assim, a questão terá que ser judicializada, e a igreja permanece sem registro.

Colunista da Gazeta do Povo, Guilherme apontou que o s defensores da pauta LGBTQIA+ querem tornar seu valores “em princípio normativo para toda a sociedade, bem como silenciar qualquer discurso moral alternativo”.

– Os cristãos não devem se dobrar a isso, nem aceitar em seu meio cavalos-de-tróia teológicos, que busquem negar a ordem criacional do casamento. E quando esse tipo de coisa acontece, envolvendo discriminação contra a fé cristã, é preciso acionar o Ministério Público. Silêncio nesse assunto e varrer para baixo do tapete não é uma opção para cristãos – denunciou.

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