China e Rússia aproveitam saída dos EUA do Afeganistão e dialogam com Talibã afim de reconhecerem os terroristas como governo oficial



Países devem reconhecer o governo do grupo fundamentalista islâmico

A China e a Rússia sinalizaram nesta segunda-feira (16) que vão dialogar com o governo do Talibã no Afeganistão, aproveitando a oportunidade deixada pela saída dos Estados Unidos e indo na contramão das potencias ocidentais.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, o gigante asiático quer manter “relações amigáveis” com o Talibã e “respeita o direito do povo afegão de determinar o próprio futuro de modo independente”.

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– Esperamos que os talibãs e todos os partidos e grupos étnicos possam criar uma estrutura para o Afeganistão, colocando as bases para a paz – afirmou o porta-voz Hua Chunying.

Vizinhos, a China e o Afeganistão possuem 76 quilômetros de fronteiras em comum. De acordo com Hua, “os talibãs nunca permitirão que nenhuma força use seu território para colocar a China em perigo”.

A Rússia, por sua vez, foi um pouco mais cautelosa e disse que o reconhecimento do governo depende do desenrolar dos próximos fatos. O encarregado russo para o Afeganistão, Zamir Kabulov, informou nesta segunda-feira que o embaixador da Rússia em Cabul, capital afeganistã, irá se reunir com os talibãs nesta terça-feira (17).

– Nosso embaixador está em contato com líderes talibãs e amanhã se reunirá com o coordenador do Talibã. O reconhecimento ou não dependerá das ações do novo regime – declarou Kabulov à rádio Ekho Moskvy.

De acordo com ele, a “situação está em perfeita calma, as forças dos talibãs entraram tranquilamente em Cabul”.

O embaixador Zhirnov declarou que o grupo extremista islâmico prometeu construir um Afeganistão “civilizado, livre do terrorismo e do tráfico de drogas”.

– Com base nesses princípios, vamos decidir nossa linha [reconhecer ou não o regime], mas precisamos esperar. Os talibãs entraram na cidade [de Cabul] apenas ontem – emendou.

Evacuar a embaixada russa em Cabul está fora dos planos do Kremlin, pois o grupo islâmico prometeu garantir a segurança dos diplomatas.


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