Cabral diz que é vítima de ‘perseguição processual’: “Sou o único da Lava Jato na cadeia, a justiça soltou todos”



Único político ainda preso em regime fechado pela operação, Cabral alega "injustiça"

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral declarou que se sente injustiçado por ser o único político ainda preso em regime fechado como resultado da Operação Lava Jato. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Cabral diz que deveria ter a oportunidade de responder em liberdade ou de ter prisão domiciliar.

– Eu estou preso, podendo responder em casa, sem ameaçar a sociedade. Há sete anos que eu saí do governo, e não me largam – afirmou.

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Líder confesso de uma organização criminosa que praticou crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Cabral responde a 32 processos e está condenado, em penas acumuladas, a 392 anos de detenção. Ele está preso preventivamente, há quatro anos e oito meses, no Complexo Penitenciário de Gericinó, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Indignado, o ex-governador afirma que a Operação Lava Jato do Rio de Janeiro achou nele “um Cristo” e que o juiz teria se autopromovido em cima de seu nome.

– Essa Lava Jato do Rio achou em mim um Cristo. O juiz achou em mim uma possibilidade de promoção pessoal. Um desconhecido se tornou a pessoa que prendeu Sérgio Cabral – disse Cabral na primeira entrevista desde sua prisão, em novembro de 2016.

O ex-governador do RJ argumentou também que foram duas prisões preventivas ao mesmo tempo e que ele sofreu “violência do Estado”.

– Os juízes Sergio Moro e Marcelo Bretas combinaram a minha prisão; algo absolutamente ilegal. Foi uma violência muito grande do Estado – declarou.

Quando foi questionado sobre os 100 milhões de dólares escondidos no exterior, no auge de sua carreira política e popularidade, Cabral alegou que era uma situação “muito desconfortável”.


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