China é o país em que igrejas mais são atacadas, queimadas e destruídas, diz missão



Segundo a Portas Abertas, 90% dos ataques são registrados no país asiático

Cristãos de todo o mundo já ouviram relatos, ou testemunharam casos de perseguição religiosa, em diferentes países. Porém, segundo a missão Portas Abertas, a China é o local em que ataques contra igrejas e prédios cristãos mais ocorre.

Um comunicado apontou que na China são registrados 90% dos ataques contra igrejas.

– Os ataques a prédios cristãos na China variam desde remoção de cruzes até a demolição completa das igrejas – apontou a organização.

Ainda de acordo com o texto, entre 1 de novembro de 2019 e 31 de outubro de 2020, 3.088 igrejas foram atacadas no país asiático.

– Quando comparado ao período do ano anterior, o número diminuiu, já que o resultado anterior tinha sido de 5.576 ataques. Porém, como citamos ontem, é importante saber que as igrejas afetadas no período referente a Lista Mundial da Perseguição de 2020 continuam sendo afetadas atualmente.

A metodologia utilizada para o Top 50 de casos de perseguição contabiliza apenas casos novos. Na China, ao somar o total das duas últimas pesquisas, a missão Portas Abertas descobriu que ao menos 8.644 igrejas foram prejudicadas.

LEIA TAMBÉM: Morre de covid-19 aos 44 anos, Médico ortopedista em Curitiba, médico já tinha se vacinado com 2 doses da CORONAVAC

Pai do prefeito Eduardo Paes morre aos 78 anos vítima de covid-19, Valmar Paes se vacinou em Março com 2° dose da CORONAVAC

CPI DA COVID: STF PROTEGE E FORMA MAIORIA PARA PROIBIR CONVOCAÇÃO DE GOVERNADORES

CPI DA COVID: STF PROTEGE E FORMA MAIORIA PARA PROIBIR CONVOCAÇÃO DE GOVERNADORES

URGENTE: Relatório do CDC dos EUA admitem mais hospitalizações de jovens por causa da vacina com miocardite e pericardite do que do vírus COVID-19

ORIGENS

A Portas Abertas apontou que o aumento no número de ataques às igrejas na China começou a partir da criação da campanha “Três correções e uma demolição”, no final de 2013, na província de Zhejiang. Essa é uma província costeira rica onde vivem muitos empresários cristãos.

Supostamente um alto funcionário do partido foi para a capital Wenzhou e se deparou com cruzes por toda a parte. Ele compartilhou seu descontentamento com o ocorrido e então a campanha foi estabelecida. Ela teve início em abril de 2014 com a demolição pública primeiro da cruz e depois do prédio todo da igreja Sanjiang.

A partir de então, o número de igrejas atacadas no país só aumentou. Em 2015, foram 300; em 2016, 1,5 mil.

Nos anos de 2017, 2018 e 2019, as estimativas de ataques são de 2, 2,5 e 3 mil igrejas atacadas respectivamente. Nesse período são contabilizadas apenas estimativas pois o número registrado é simbólico, sendo muito menor do que o total real.

Levando em consideração os ataques desde 2015, quase 18 mil igrejas já foram afetadas na China. Apesar de ser um número alto, a estimativa ainda é considerada conservadora.

Na Ásia, dos 3.445 ataques ocorridos no último período de pesquisa, 3.088 aconteceram na China. Na África, foram registrados 910 ataques, na América Latina 129, e na Europa 4.

A América Latina foi a única região onde a quantidade de ataques subiu quando comparada ao ano anterior. No período anterior foram registrados apenas 65 ataques.

O número de igrejas atacadas na África diminuiu de 3.440 para 910. Apesar disso, a maioria delas permanece fechada e muitos líderes continuam tentando reabri-las. No continente também é importante ressaltar que dez países africanos possuem números simbólicos. Isso ocorre porque, em locais com altos níveis de violência, é difícil obter números exatos de igrejas atacadas e fechadas já que as pesquisas focam no total de cristãos mortos.

A América Latina, que resulta em 3% do número total de ataques, teve um aumento de 98%. Com exceção da Colômbia, todos os países latino-americanos aumentaram seus números. O país com a maior mudança foi o México, passando de 8 casos para 61.



 

Nenhum comentário

'; (function() { var dsq = document.createElement('script'); dsq.type = 'text/javascript'; dsq.async = true; dsq.src = '//' + disqus_shortname + '.disqus.com/embed.js'; (document.getElementsByTagName('head')[0] || document.getElementsByTagName('body')[0]).appendChild(dsq); })();