Bolsonaro culpa governadores por alta no preço do combustível que cresceram arrecadação do imposto ICMS por ganância



Presidente criticou as medidas restritivas adotadas pelos gestores estaduais durante a pandemia

O presidente Jair Bolsonaro criticou neste domingo (18) os governadores pelo peso do ICMS, que é um imposto estadual, sobre o preço dos combustíveis, e os culpou pelos efeitos danosos na economia com o fechamento no âmbito das medidas restritivas decorrentes do avanço da pandemia do novo coronavírus, inclusive de igrejas.

Segundo o presidente, o preço da gasolina na bomba é mais de duas vezes mais caro do que o cobrado na saída das refinarias por conta da carga tributária que incide sobre combustível nos estados.

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– Cresceu a arrecadação de ICMS em cima de uma ganância – disse Bolsonaro na saída do Hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo, onde estava internado desde quarta-feira (14), para tratar uma obstrução intestinal.

O presidente prometeu também reduzir a alíquota da Pis Cofins cobrada sobre o diesel, “em quatro centavos”.

– Diferente do Estado de São Paulo, que aumentou ICMS de combustíveis durante a pandemia – acrescentou, aproveitando para alfinetar o governador João Doria, que já havia mencionado ao contestar a eficácia da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Bolsonaro voltou a culpar os governadores também pelo abalo sofrido na economia com o isolamento promovido nos estados e mencionou também o fechamento de igrejas como um sinal do exagero nas medidas tomadas por eles.

O presidente enalteceu o papel do governo federal na distribuição do auxílio emergencial e elogiou o desempenho da Caixa Econômica Federal, que, segundo ele, “está abrindo espaço à agricultura familiar”.

– Auxílio emergencial ano passado foi maior que dez anos de Bolsa Família – declarou.

*AE

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