Homem desenvolve bolhas por todo o corpo após testar positivo para covid



Diagnóstico ainda é desconhecido

Em Teresina, Piauí, um homem de 53 anos desenvolveu uma grave reação dermatológica após testar positivo para a Covid-19 e tomar os remédios do kit Covid. O homem chegou a ficar internado para tratar os problemas na pele. As informações são do Metrópoles.

Marcelo Medeiros, gerente comercial de uma imobiliária, foi diagnosticado com o coronavírus no dia 7 de abril e seguiu a recomendação médica do hospital particular onde foi atendido, medicando-se com invermectina e azitromicina. Duas semanas depois, ele já não apresentava os sintomas característicos da Covid, como tosse, febre e falta de ar, mas notou o surgimento de bolhas na pele.

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Em Teresina, Piauí, um homem de 53 anos desenvolveu uma grave reação dermatológica após testar positivo para a Covid-19 e tomar os remédios do kit Covid. O homem chegou a ficar internado para tratar os problemas na pele. As informações são do Metrópoles.

Marcelo Medeiros, gerente comercial de uma imobiliária, foi diagnosticado com o coronavírus no dia 7 de abril e seguiu a recomendação médica do hospital particular onde foi atendido, medicando-se com invermectina e azitromicina. Duas semanas depois, ele já não apresentava os sintomas característicos da Covid, como tosse, febre e falta de ar, mas notou o surgimento de bolhas na pele.

– Começaram a surgir bolhas nos meus braços. Em dois dias, meu corpo estava tomado. Sabe o que é não saber o que você tem? Passei 5 dias sem dormir – relata.

Marcelo foi de novo a um hospital, onde recebeu o diagnóstico de penfigóide bolhosa aguda, doença cutânea autoimune e crônica que causa bolhas em pacientes idosos. No entanto, mesmo sendo medicado com corticóides, novas bolhas continuaram surgindo.

– Não conseguimos fechar com certeza o diagnóstico dele, pois não foi possível realizar um exame de imunoflorescência direta – explica a médica dermatologista Lia Raquel Vale, do Hospital São Marcos, em Teresina.

Para realizar o exame citado pela dermatologista, uma amostra da pele do paciente deveria ser enviada para um laboratório em São Paulo. Segundo o plano de saúde Intermed, filiado à Unimed Teresina, o exame “foi autorizado no dia seguinte à sua solicitação, em 7 de maio, às 7h58, apesar da operadora gozar de até cinco dias úteis para fazê-lo, conforme regra da ANS – Agência Nacional de Saúde”.

ANÁLISE MÉDICA

A médica acredita que o paciente sofra de dermatose por imunoglobulina A linear, doença autoimune que pode ser desencadeada como reação a uma virose.

– É um quadro provável de reação ao vírus. Ainda estamos aprendendo sobre as reações da Covid-19. […] Após o início da administração do fármaco Dapsona, as bolhas começaram a ceder – diz a a Dra. Lia Raquel.

Marcelo recebeu alta no dia 16 de maio e está se tratando em casa. A dermatologista afirma que a doença é incomum e rara em adultos, mas descarta que o quadro tenha relação com os remédios administrados ao paciente.

– A dermatose por imunoglobulina linear pode se seguir ao uso de medicamentos, mas, quando acontece, está mais comumente relacionada à vancomicina [antibiótico], e não aos remédios que ele [Marcelo] relata ter tomado – explica a médica.

A infectologista Ana Helena Germoglio disse, após analisar as fotos de Marcelo, que a hipótese sustentada pela dermatologista é possível, mas que as bolhas também podem ser uma reação aos remédios.

– A Covid-19 em si pode ocasionar diversas lesões dermatológicas, pois o vírus atinge vários órgãos e sistemas. Mas o uso de medicamentos, como a ivermectina e a azitromicina, também pode desencadear uma resposta imunológica confusa no organismo – afirma Germoglio.



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