Dengue perde força na América Latina após recorde em 2019



Alcance da doença na região caiu para metade em 2020

Após a América Latina registrar mais de três milhões de casos de dengue em 2019, um recorde histórico, o alcance da doença na região caiu para metade em 2020, apesar dos efeitos perturbadores da pandemia de Covid-19 nos serviços de saúde, conforme afirmaram nesta segunda-feira (17) funcionários da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Embora tenha havido um aumento acentuado de casos de dengue no Paraguai, “na maioria dos países da região, os casos se estabilizaram”, disse Raman Velayudhan, chefe do Serviço de Saúde Veterinária Pública da OMS, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

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Em países desta e de outras regiões nos quais a dengue é endêmica, foram implementadas medidas em nível comunitário para controlar a transmissão, incluindo o envolvimento do público em programas de limpeza, mesmo nos períodos de confinamento.

No Brasil, país com maior número de casos de dengue na América Latina, os números caíram de 2,2 milhões, em 2019, para menos de 700.000, em 2020.

Já no segundo país mais afetado há dois anos, o México (com 268.000 infecções em 2019), esses números foram reduzidos para menos da décima parte do ano passado.

Por outro lado, o Paraguai foi o país com o maior aumento de casos de dengue no ano passado (de 11.000, em 2019, para mais de 200.000); e, embora tenha havido aumentos também na Bolívia, no Peru e na Argentina, a contagem geral na região mostrou que o número de casos da doença foi reduzido.

DOENÇAS TROPICAIS NEGLIGENCIADAS

A dengue é considerada pela OMS como uma das 20 doenças tropicais negligenciadas (também conhecidas pela sigla NTD), doença que durante a pandemia foi ainda menos atendida, uma vez que muitas redes de saúde tiveram de concentrar-se no combate à Covid-19.

A OMS estima que cerca de 1,7 bilhão de pessoas precisam de tratamento para pelo menos uma dessas doenças tropicais todos os anos, embora os médicos só consigam tratar cerca de 1 bilhão por ano.

Entre as NTDs que mais aumentaram durante a pandemia está a leishmaniose, que pode ser mortal e teve vários surtos em zonas de conflito como a Síria, o Afeganistão e o Paquistão.

Entre outras doenças tropicais negligenciadas, e cujo combate foi mais impactado durante a pandemia, estão o tracoma e a esquistossomose, segundo informou o diretor do departamento de NTD da OMS, Mwelecele Malecela.

*EFE

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