Coveiros são suspeitos de vender clandestinamente ossos humanos


Comércio ilegal que acontece em cemitérios de São Paulo foi descoberto pelo núcleo de jornalismo investigativo da Record TV

A Polícia Civil investiga um esquema de comércio clandestino de ossos humanos feitos por coveiros de alguns cemitérios do Estado de São Paulo. A polícia chegou a apreender dois fêmures e um crânio que foi negociado pelo Núcleo Investigativo da Record TV.

Em um primeiro momento, após receber denúncias sobre a negociação dos ossos humanos, a reportagem iniciou uma conversa no cemitério São Sebastião, que fica no Centro de Suzano, na região metropolitana de São Paulo.

LEIA TAMBÉM:  Trans que imitou Jesus gay perde ação para Sikêra e é condenada a pagar honorários

Aos gritos de mito, Bolsonaro inaugura ponte sobre o rio madeira, Ponte era esperada há 40 anos

Exclusivo: documentos do MPRJ sobre ação policial detalhada no Jacarezinho foram apreendidos com traficantes; Alguém do MP vazou para os traficantes

Polícia Federal deflagra operação contra desvio de medicamentos para intubação no Amapá

 Fachin sai em defesa dos traficantes e cita indícios de ‘execução arbitrária’ no Jacarezinho

No cemitério de Suzano, os coveiros alertaram que a prática era crime, mas sugeriram que seria possível fazer a negociação no cemitério da Vila Formosa, na zona leste da São Paulo.

Já no cemitério da capital paulista, a reportagem abordou um homem que trabalhava como jardineiro. Ele disse que o assunto relatado era para ser tratado na administração, sem entrar no local, mas ver com "os coveiros que se vestem de azul".

Localizado, o funcionário fez algumas ponderações, diz que muitos policiais já estiveram no cemitério se passando por estudantes e dizendo que queriam comprar ossos e que tal prática era crime. Mesmo desconfiado, o coveiro pediu um contato para retornar e iniciar a negociação.

O contato foi feito no mesmo dia e a reportagem passou uma semana negociando com um homem, supostamente coveiro, e marcou a compra dos três ossos pelo valor de R$ 3.500.

Com local e horários marcados, policiais da 1º Delegacia da Saúde, do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), foram acionado e fizeram uma diligência no ponto de encontro.

Chegando no local, os policiais, que estavam disfarçados, avistaram um suspeito com uma sacola de mercado nas mãos. Ao perceber a movimentação, o rapaz deixou a sacola de lado e correu. Na sacola haviam os ossos, supostamente humanos, negociados pelo reportagem.

O material foi apreendido pelo DPPC e, depois, enviado à perícia para a constatação se eram ossos humanos. E a polícia as investigações para identificar os suspeitos.


Nenhum comentário

'; (function() { var dsq = document.createElement('script'); dsq.type = 'text/javascript'; dsq.async = true; dsq.src = '//' + disqus_shortname + '.disqus.com/embed.js'; (document.getElementsByTagName('head')[0] || document.getElementsByTagName('body')[0]).appendChild(dsq); })();