Van Hattem diz que Orçamento aprovado no Congresso é ‘bomba na mão’ de Paulo Guedes


Deputado do Novo critica alterações feitas na peça orçamentária e afirma que 'agora nem o Congresso nem o governo sabem o que fazer'

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou as modificações feitas pelo Congresso Nacional no texto do Orçamento encaminhado pela equipe econômica e aprovado com atraso. Para ele, o texto aprovado “não respeita o mínimo de austeridade fiscal” e tem vários itens que precisam ser vetados pelo presidente Jair Bolsonaro.

O parlamentar foi entrevistado no programa Opinião no Ar, exibido nesta manhã pela RedeTV!. Silvio Navarro, editor-executivo de Oeste, e Rodrigo Constantino, colunista da revista, participaram da entrevista. O programa também contou com a participação da jornalista Amanda Klein.

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“Depois de aprovado pelo Congresso, agora nem o Congresso nem o governo sabem direito o que fazer. O sinal é péssimo para todos os brasileiros. Um Orçamento que não respeita o mínimo de austeridade fiscal. Subestimar as despesas é um eufemismo. O que foi feito foi cortar despesas obrigatórias com seguro-desemprego, abono salarial, aposentadoria… Essas despesas vão ser realizadas”, disse Van Hattem. “Agora nós temos essa bomba na mão do ministro Paulo Guedes, que já está dizendo, com correção, que [algumas partes] do texto devem ser vetadas.”

Na entrevista, o deputado do Novo atribuiu a demora para a análise do Orçamento pelos deputados à disputa política entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e seu antecessor no comando da Casa, Rodrigo Maia (sem partido). “Os dois estavam uma queda de braço enorme que acabou parando o país não só na área do orçamento, mas também em outros setores. O resultado está aí. Depois de quatro meses de 2021, finalmente o Orçamento é aprovado e, lamentavelmente, aprovado de forma açodada”, criticou.


2022

Marcel van Hattem também foi indagado sobre a posição do Novo em relação à disputa presidencial de 2022 e defendeu o nome do ex-técnico da seleção brasileira de vôlei Bernardinho como um dos cotados. “O Novo não tem candidato à Presidência da República definido. Não se falou ainda em nenhum momento sobre candidaturas. E todo filiado do partido tem o seu direito de se manifestar e ter sua liberdade de expressão garantida”, afirmou. “Mas o Bernardinho, que é um ídolo do vôlei e internamente agrega muito, pode ser, e no meu entender será, a melhor alternativa que se pode apresentar.”

Questionado sobre a carta assinada pelo fundador do Novo, João Amoêdo — candidato da legenda ao Planalto em 2018 —, em conjunto com outros presidenciáveis como Ciro Gomes (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Luciano Huck (sem partido), João Doria (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB), Hattem comentou: “Eu posso falar por mim. Não assino cartas com pessoas que são incoerentes com aquilo que eles escrevem na carta. Ciro Gomes disse que um exemplo de democracia é a Venezuela. Ou que receberia o ministro Sergio Moro à bala”.



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