É hipocrisia fechar igrejas e proibir cultos e missas, dispara Nunes Marques



Ministro do STF permitiu a realização de cultos e missas presenciais durante a epidemia de covid-19

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques se defendeu de críticas por permitir a abertura de templos religiosos durante a epidemia de coronavírus. “O momento é de bom senso e não de hipocrisia. O Distrito Federal, Estados e municípios têm academias e restaurantes abertos porque se avaliou que seriam essenciais nesta pandemia. E tem muitas atividades funcionando”, declarou o magistrado, em entrevista à CNN Brasil, na segunda-feira 5.

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Segundo o juiz do STF, a religião tem um papel relevante no momento em que vivemos e que está sendo mal interpretada. “O problema disso é falta de compreensão das atividades das agremiações religiosas. A participação das igrejas é muito importante para amparo espiritual e isso não dá para incluir na cabeça de quem não conhece a sua essencialidade. Tem essa atividade fundamental que é orar e tem uma atividade de acolhimento, assistencial”, acrescentou Nunes Marques.

O ministro lembrou, ainda, da decisão da Corte de dar aos Estados e municípios a autoridade para delinear as estratégias de enfrentamento do coronavírus. “O acórdão do plenário definiu apenas competência. E a competência não é privativa nem de Estados, municípios, nem da União. É uma competência compartilhada. Todos podem editar normas sobre esse assunto. Todos têm competência. O que é serviço essencial para um pode não ser para outro”, concluiu.

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