Governo Bolsonaro fecha compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer



Ministério e a Pfizer negociam desde o ano passado a compra da vacina, que é a única com registro definitivo da Anvisa

O Ministério da Saúde acertou nesta quarta-feira a compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19, afirmou a GloboNews.

Procurada, a Pfizer não tinha uma posição de imediato. O Ministério da Saúde não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

O ministério e a Pfizer negociam desde o ano passado a compra da vacina, que é a única com registro definitivo da Anvisa. No entanto, a negociação enfrentava uma série de barreiras, em especial em relação à responsabilização do governo no caso de eventos adversos da vacina.

Nesta semana, o Congresso aprovou um texto que facilita a aquisição de vacinas ao autorizar União, Estados e municípios a assumir a responsabilidade civil por eventuais eventos adversos decorrentes da imunização contra a covid-19, facilitando a compra de vacinas.

Pazuello reconheceu que a aprovação da matéria abriu caminho para a concretização do acordo com o laboratório americano. O ministro também lembrou que a pasta negocia a aquisição de doses da vacina Sputnik V, que será produzida no Brasil pela União Química. "Já temos contratos alinhados para adquirir a vacina russa Sputnik V. 

O projeto de lei aprovado ontem pela Câmara facilitou as negociações com Pfizer e Janssen", afirmou. 


Doses e entregas 

Apesar de ainda não haver um cronograma oficial de entrega de doses por parte de nenhuma das farmacêuticas, Pazuello falou em apresentações recentes a prefeitos e governadores que o acordo com a Pfizer seria por 100 milhões de doses.

A primeira entrega seria em julho, de 8,71 milhões de doses, e o restante viria entre outubro e dezembro. Na semana passada, a CNN Brasil antecipou que a Pfizer trabalhava com a possibilidade de ofertar 9 milhões de doses ainda no primeiro semestre deste ano. Em vídeo gravado durante a reunião com representantes da Pfier, Pazuello disse que o cronograma proposto pelo laboratório satisfaz o governo federal.

"A proposta de cronograma que está sendo apresentada para nós é uma boa proposta. E agora a gente segue nos trâmites de fazer esse contrato o mais rápido possível", afirmou o ministro. Atualmente, o Ministério conta apenas com duas vacinas para seguir imunizando os grupos prioritários da covid-19. Tanto a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, como a vacina da AstraZeneca/Oxford, importada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), têm uma autorização para uso emergencial, concedida em meados de janeiro.

O imunizante da Janssen ainda não fez um pedido à Anvisa de uso emergencial nem de registro definitivo, mas foi aprovado para ser aplicado recentemente nos Estados Unidos. No último sábado (27), a agência sanitária do país deu o aval para a aplicação em grupos prioritários.

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