Governador Doria ameaça prefeitos que desrespeitarem Plano São Paulo



O governo de São Paulo ameaçou prefeitos que desrespeitarem a fase vermelha do Plano SP, que permite o funcionamento apenas de serviços essenciais para tentar frear o contágio do novo coronavírus. 

Em nota, a gestão João Doria (PSDB) afirmou que municípios que não seguirem a determinação serão notificados pelo Estado e o caso será encaminhado ao Ministério Público para a tomada de providências. 

Na nota, o governo ainda ressaltou que "decretos estaduais prevalecem sobre normas editadas em contexto municipal" e criticou a atitude de gestores municipais que "fingem não compreender a gravidade que São Paulo e o Brasil enfrentam no pior momento da pandemia em nosso país até aqui, com mais de 257 mil mortos".

Ontem, durante o anúncio de retrocesso à fase vermelha em todo o estado, prefeitos, em grupo de WhatsApp, questionaram a decisão do governo por temer a reação popular e de comerciantes. 

O prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), mesmo sendo do mesmo partido de Doria, já anunciou que não pretende acatar a decisão do governador e que irá expedir um decreto mais brando do que o do estado. 

Na fase vermelha, apenas serviços essenciais —como mercado e farmácias— ficam abertos, mas com capacidade reduzida. As escolas permanecem abertas, com as aulas presenciais sendo opcionais. 

A medida anunciada pelo governo de São Paulo passa a valer a partir da 0h01do próximo sábado (6) e se estende até o dia 19 de março. 

Na nota, o governo informou que prefeitos que "se rebelam" contra as determinações do Plano SP estão mais preocupados com eventuais desgastes políticos e pressões de segmentos econômicos. 

"Em videoconferência na última terça com 618 dos 645 prefeitos e prefeitas do estado, o governador João Doria recebeu amplo apoio para ampliar medidas restritivas em parceria e consenso com as administrações locais", relembrou o Executivo estadual. 

"O governo de São Paulo aumentou em 152% o número de vagas de UTI durante a pandemia, mas precisa da colaboração dos municípios e da mobilização da sociedade em um dos momentos mais graves e dramáticos de toda a história de nossa nação". Nas últimas 24 horas, o estado registrou 468 mortes pela doença e, nesta quarta (3), atingiu 75,3% da ocupação de UTI (unidades de tratamento intensivo) —dois recordes desde o início da pandemia.

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