Após seguidos lockdown de governadores e prefeitos, varejo do Brasil perde 75 mil lojas em 2020, diz CNC



Segundo a a Confederação Nacional do Comércio, o resultado é o maior desde 2016, quando 105 mil locais fecharam as portas

Levantamento mostra o lado mais perverso da crise na economia: o varejo do país perdeu 75 mil estabelecimentos em 2020. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o resultado é o maior desde 2016, quando 105 mil locais fecharam as portas. A pesquisa reflete o primeiro ano da pandemia e as dificuldades das famílias que retraíram o consumo. 

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Em março do ano passado, as vendas no varejo apresentaram um tombo histórico de 14,4% na comparação com fevereiro. O resultado mostra as consequências do início da crise sanitária com o início do isolamento social.

O economista chefe da Confederação Nacional de Comércio, Fábio Bentes, aposta em uma melhora, com a ampliação das vacinas. “E na segunda metade do ano, houve processo de recuperação, início de recuperação das vendas, o setor conseguiu fechar o ano com crescimento muito baixo, de 1,2%, nas vendas. Para 2021, a expectativa é que o varejo consiga reverter parcialmente essa perda, abrindo 16 mil lojas nesse ano. 

Essa previsão depende muito do processo de imunização da população para que consiga trazer mais próximo da normalidade o consumo presencial, que ainda é a modalidade preferida do consumidor brasileiro”, disse. Fábio Bentes lembra que as vendas caíram 1,5% em 2020 sobre 2019, com destaque negativo para o setor automotivo.

O diretor de economia da Anefac, Roberto Vertamatti, lembra que a crise afetou os serviços de forma desigual. “Pior ainda foi o desempenho dos serviços, como restaurantes, academias, bares, entre outros. A situação só não foi pior porque tivemos o auxílio emergencial do governo federal. 

Segundo a Fecomércio, tínhamos no Brasil, em 2019, cerca de 4,8 milhões e estabelecimentos comerciais, dos quais mais de 200 mil foram fechados em 2020″, afirmou. Ele disse acreditar em um crescimento na ordem de 3% nesse ano. A Confederação Nacional do Comércio indica que nenhum segmento do varejo teve expansão no número de estabelecimentos comerciais em 2020.



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