Dirceu disse "Vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar a eleição", ele se referia ao STF que anularia as condenações de Lula

Ministro anulou todas as decisões da Lava Jato contra o ex-presidente assim rasgando a constituição, toda essa luta para anular as condenações é porque o plano de tornar Lula presidente está em prática através das urnas eletrônicas fraudáveis

O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin decidiu, nesta segunda-feira (8), anular todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Lava Jato.

Com esta decisão, o petista se livra de quatro processos e retoma seus direitos políticos, incluindo a possibilidade de candidatar-se novamente.

Apesar disso, as ações judiciais não foram extintas, e Fachin determinou que elas sejam reiniciadas na Justiça Federal de Brasília.


ENTREVISTA DE DIRCEU

Em entrevista ao El País , Dirceu ex-ministro e homem mais poderoso do governo Lula rebateu questionamento sobre o PT 'ganhar mas não levar' as eleições

"É uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição". A frase polêmica foi dita por José Dirceu ex ministro e homem forte do governo Lula durante entrevista ao jornal El País quando questionado sobre a possibilidade de o PT “ganhar mas não levar” as eleições.

Preso três vezes, Dirceu afirma estar “sempre preparado para o pior”, embora acredite que não voltará à cadeia novamente. E ainda afirmou que a elite deve rezar para que ele fique longe do governo.

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Confira os principais trechos da entrevista de Dirceu

E qual leitura o senhor faz desse momento de tanto ódio? O PT tem algum papel nisso?

O apoio que Lula tem e o crescimento do PT interligam a memória do legado do Lula com as consequências do golpe.(...) E o golpe, a Lava Jato e antes disso, eles não terem reconhecido o resultado da eleição, terem participado do Governo Temer, isso custou muito caro para eles.


Eles quem?

O PSDB principalmente, que é o partido mais rejeitado hoje, vai ser um desastre eleitoral, o Temer, o DEM, que também está caminhando para ter um péssimo resultado eleitoral. De certa maneira, há um sentimento de que houve uma injustiça com Lula, que o Lula é perseguido.(...)Como não há provas concretas contra o Lula , o senso comum diz que não tem provas. Então acho que eles perderam. Historicamente acho que é a maior derrota que a direita já teve no Brasil.


Acha que existe a possibilidade de o PT ganhar essas eleições e não levar?

Acho improvável que o Brasil caminhará para um desastre total. Na comunidade internacional isso não vai ser aceito. E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição.


O senhor acha que um Governo de Bolsonaro seria igual ao de Temer?

Não. Bolsonaro é o Temer mais a regressão de comportamento cultural e o autoritarismo não democrático. O Governo do Bolsonaro com Paulo Guedes vai ser um arrasa quarteirão. Mas isso não dá certo em lugar nenhum. A Argentina tá aí e olha o resultado: privatizar tudo, tirar o Estado, cortar gasto, dá no que deu. A Argentina era mostrada como um modelo para nós há um ano atrás. O Brasil tem uma equação a ser resolvida: O Estado de bem-estar social e a distribuição de renda não cabem na estrutura tributária, bancária e financeira que existe no país. Porque ela se apropria da renda e não se paga o imposto quem tem que pagar. E como se gasta 400 milhões com os juros da dívida interna. Nós cobramos juros reais maior que qualquer país da América Latina.


Lula teve, ao longo dos oito anos de Governo, alta aprovação, maioria no Congresso. Por que não foi feita uma reforma tributária naquele momento?

Porque nós não temos força para fazer isso, nem hoje e nem amanhã.


E por que as reformas não foram feitas pelo Governo do PT?

Porque tentamos. Tentamos a reforma tributária, tentamos a reforma política, o Lula tentou, a Dilma também. Não fomos nós que não queríamos. Nós não tínhamos força. E Lula tinha que tomar uma decisão: o que é prioritário? Fazer reforma política, resolver o problema das Forças Armadas, resolver o problema da riqueza e da renda ou atacar a pobreza e a miséria, fazer o Brasil crescer, ocupar um espaço na América Latina, ocupar o espaço que o Brasil tem no mundo? Ele fez a segunda opção.


O que deu errado no segundo Governo Dilma?

Não deu errado. Eles derrubaram a Dilma independentemente se ela estava certa ou errada, eles iam derrubar. E a recessão, 70% dela é a crise política. Não aprovaram o ajuste dela e fizeram a pauta bomba. Criaram uma crise política no país que ninguém comprava, ninguém vendia e ninguém emprestava.


O senhor acha que existe a possibilidade de um novo golpe militar?

Acho muito remoto. Não acredito.

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