Em plena pandemia Doria e Covas fecham 6 prontos-socorros em SP e causam revolta



Moradores protestaram e disseram que as unidades eram as únicas para pronto atendimento nas regiões onde estão localizadas

A “parceria” do PSDB no governo e na prefeitura de São Paulo, com João Doria e Bruno Covas, respectivamente, segue dificultando a situação das parcelas mais frágeis da população que dependem da administração dos dois gestores. Depois de suspenderem a isenção dos idosos na tarifa de transporte, os alvos da vez foram os prontos-socorros, que tiveram seis unidades fechadas; 4 na capital.

Quem passou a procurar atendimento nos quatro hospitais estaduais da cidade de São Paulo e em outros dois hospitais, o de Guarulhos e o Taboão da Serra, na Grande São Paulo, foi surpreendido com o anúncio do fechamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) nesses hospitais. A mudança gerou protestos na tentativa de que os hospitais permaneçam com as portas abertas aos moradores.

Desde o último dia 1° de fevereiro, os pacientes que vão espontaneamente ao Hospital Geral do Itaim Paulista e ao Vila Alpina, na Zona Leste da capital, ou ao Pedreira e ao Grajaú, na Zona Sul, são dispensados e orientados a procurar outras unidades.

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O governo do estado alega que as alterações no funcionamento das quatro unidades de São Paulo “objetiva priorizar o atendimento a casos graves e gravíssimos nos hospitais mais capacitados e equipados”. Apesar da gestão estadual ter dito que o processo seria iniciado de forma gradativa, com previsão de casos menos graves sendo atendidos, a situação na prática não tem sido essa.

– Aqui é só emergência, disseram. Mediram a pressão, mas não fui avaliado. Mandaram [eu] voltar pra onde fui. Agora vou ter que procurar outro hospital pra ir, porque a dor continua – disse um paciente.

A decisão do poder público causou muita revolta na população das regiões afetadas. Líderes comunitários afirmaram que os fechamentos sequer foram discutidos com a população e causaram grande prejuízo por conta dos locais serem os únicos com pronto atendimento nas regiões onde estão localizados. Faixas com mensagens de protesto foram colocadas nas entradas dos hospitais.

– De repente, as pessoas perdem dois hospitais na zona leste. No Itaim, este é o único hospital no território. Aqui nem UPA tem. Não saiu do papel, mas estava prevista no orçamento do ano passado. Em outros locais construíram uma UPA para o pré-atendimento. O SUS é pra todos, em qualquer lugar. Não dá para controlar o fluxo de pacientes de outras cidades – disse Claudia Castro, conselheira e integrante do Movimento Popular de Saúde da Zona Leste.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que realiza encontros semanais com o governo do estado para acompanhar a mudança no atendimento dos quatro hospitais estaduais, “visando manter a qualidade dos atendimentos nos equipamentos de saúde da rede municipal”.

Já a Secretaria Municipal de Saúde garantiu que os hospitais e unidades do município seguem atendendo normalmente e citou que, apenas no dia 1°, foram realizados 10.207 atendimentos nas 15 UPAs, nove prontos-socorros municipais e quatro PA (Pronto Atendimentos) municipais. No dia 2, foram outros 12 mil atendimentos nas seis coordenadorias regionais de saúde.

A Secretaria de Estado da Saúde afirmou que a decisão foi tomada em conjunto com a prefeitura, “para dar início ao processo de orientação à população para o redirecionamento da demanda dos Prontos-Socorros estaduais, citados pela reportagem, aos serviços da rede de saúde municipal”.

FONTE: PLENO.NEWS

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