Dos ‘centros de detenção para covid’, argentinos pedem ajuda e dizem que estão sem comida; Vídeo.



Pessoas saudáveis são mantidas reclusas nos locais a mando de governador peronista, garantem denúncias

Visitada anualmente por milhões de pessoas, Clorinda é uma cidade turística na província argentina Formosa. O cenário mudou desde que o coronavírus desembarcou no país. Para conter o avanço da covid-19, o governador peronista Gildo Insfrán adotou medidas restritivas, entre elas os chamados “centros de detenção”. Nesses locais, ficam isoladas pessoas supostamente contaminadas pelo patógeno.

Na sexta-feira 26, a reportagem da emissora TN foi ao local e presenciou cenas dramáticas. “Eu preciso sair daqui, estou ficando louca. Desde ontem, estou chorando porque estou trancada”, gritou uma mulher aos jornalistas, ao bater com as mãos no tecido que colocou na janela do quarto onde está hospedada. “Não nos deixam sair daqui”, exclamou um jovem de 27 anos chamado Miguel.

À equipe da emissora, o rapaz relatou que está sem comer, e garantiu ter testado negativo para a covid-19 — outras pessoas alegaram o mesmo. Contudo, segundo ele, as autoridades sanitárias da província mantiveram-nos presos. Apesar de haver vários depoimentos semelhantes, o governo Gildo Insfrán ainda os obriga a ir aos centros de isolamento por suspeita de infecção pelo vírus chinês em Formosa.


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