Após se tratar com Hidroxicloroquina Mourão volta ao trabalho


 O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) voltou hoje às atividades de rotina em seu gabinete no Palácio do Planalto, em Brasília, depois de duas semanas em isolamento decorrência do novo coronavírus. 

Ele foi diagnosticado dois dias depois do Natal do ano passado. Com 67 anos, a autoridade faz parte do grupo considerado de risco para a doença. 

Ao chegar na manhã de hoje à Vice-presidência, o general declarou ter apresentado "sintomas mais pesados" do coronavírus nos três primeiros dias. Além de iniciar imediatamente a quarentena, Mourão também fez tratamento com medicamentos prescritos pela sua equipe médica,entre os quais a hidroxicloroquina —que não tem eficácia comprovada cientificamente no combate à doença.

"Tive três dias ali que os sintomas realmente foram mais pesados. E depois, não. Tomei a medicação aí que é preconizada e, a partir do quinto ou sexto dia, eu estava bem." Questionado sobre a marca de 200 mil mortes no país desde o início da pandemia, em março do ano passado, Mourão lamentou o alto número de vítimas, mas ressaltou que, em sua opinião, os médicos brasileiros estão fazendo um "bom trabalho". 

Ele também relatou ter perdido dois amigos de longa data para a covid-19. "A nossa medicina está salvando mais de 97% das pessoas que são contaminadas. Infelizmente, a gente tem esse número elevado. Agora nos últimos dias eu perdi dois amigos de longa data para essa doença.

Mas a nossa medicina tem feito um papel muito bom. Quando você olha a realidade dos números, existe um número significativo de gente que faleceu. Mas nós temos mais de 7,5 milhões de pessoas curadas. Isso é efeito da nossa medicina." Vacina é questão coletiva Mourão ainda afirmou que os esforços de imunização contra a covid-19 são uma questão "coletiva" e não individual. 

Recuperado da doença, Mourão reforçou que tomará o imunizante de acordo com o grupo prioritário em que se encaixa e "sem furar fila". "Eu acho que a vacina, ela é para o País como um todo, é uma questão coletiva, não é individual. O indivíduo aqui está subordinado ao coletivo nesse caso", disse em conversa com jornalistas nesta manhã. 

A fala vai na direção oposta de declarações do presidente Jair Bolsonaro, que tem minimizado os esforços internacionais de imunização e colocado em dúvida a eficácia das vacinas. 

Na semana passada, o chefe do Executivo afirmou que "menos da metade" da população brasileira tomaria a vacina, segundo pesquisas dele próprio feitas em suas aparições públicas "na praia, na rua". O presidente também já negou que tomará a vacina com o argumento de que já teve a doença. Ao contrário de Bolsonaro, Mourão manteve a posição favorável ao imunizante mesmo agora depois de testado positivo para a covid-19 no fim do ano.

FONTE: UOL.COM.BR

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