Polícia Federal deflagra operação nesta quarta-feira contra corrupção em compra de respiradores do governo Helder Barbalho do Pará

POLÍCIA FEDERAL ESTÁ NO PALÁCIO DOS DESPACHOS (SEDE DO GOVERNO DO ESTADO) E NA CASA DO GOVERNADOR HELDER BARBALHO FAZENDO BUSCAS E APREENSÃO

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (10) uma operação contra corrupção em contratos emergenciais da pandemia, em especial a compra de respiradores pelo governo de Helder Barbalho, no Pará.

O dinheiro que deveria ser utilizado no combate ao coronavírus, serviu para aliviar a sede de corrupção, resultando na Operação Bellum.

A PF cumpre mandado de busca e apreensão na casa do governador.

Outros 23 mandados também estão sendo cumpridos, inclusive na sede do governo.


Uma empresa contratada para o fornecimento de respiradores recebeu 25 milhões de reais antecipadamente e forneceu aparelhos imprestáveis para o tratamento do coronavírus.

A operação foi autorizada pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
“Os crimes sob investigação são de fraude à licitação, previsto na Lei nº 8.666/93; falsidade documental e ideológica; corrupção ativa e passiva; prevaricação, todos previstos no Código Penal; e lavagem de dinheiro, da Lei nº 9.613/98”, afirma a PF.
A operação conta com a participação de 130 policiais, e com o apoio da Controladoria-Geral da União e da Receita Federal do Brasil. São cumpridos 23 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STJ no Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal.

As buscas foram realizadas nas residências dos investigados, em empresas e, também, no Palácio dos Despachos (sede do Governo do Pará), e nas Secretarias de Estado de Saúde, Fazenda e Casa Civil do Estado do Pará.

Segundo a PF, os alvos das buscas são pessoas físicas e jurídicas suspeitas de terem participação nas fraudes. Dentre elas, estão servidores públicos estaduais e sócios da empresa investigada.

A compra dos respiradores custou ao governo paraense 50.4 milhões de reais. Desse total, metade do pagamento foi feito à empresa fornecedora dos equipamentos de forma antecipada, sendo que os respiradores, além de sofrerem grande atraso na entrega, eram inapropriados  para o tratamento da Covid-19. Por tal razão, os respiradores acabaram sendo devolvidos.

O nome da operação vem do latim e pode ser traduzido como “preparar-se para a guerra” que, no caso da investigação, faz referência ao intenso combate que a Polícia Federal tem realizado contra o desvio de recursos públicos, especialmente em períodos de calamidade como àquele decorrente do novo Coronavírus.

Fonte: Veja

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