STF proibiu quebra de sigilo telefônico de Adélio mas Alexandre de Moraes do STF determina quebra de sigilo bancário de 10 deputados e 1 senador pró-Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (16), a quebra do sigilo bancário de deputados federais bolsonaristas.

Conforme noticia o jornal O Globo, a iniciativa visa apurar se os parlamentares atuaram no financiamento das manifestações  que pediram a volta do AI-5.



A decisão foi tomada em conjunto com a autorização de ações de busca e apreensão cumpridas pela Polícia Federal mais cedo em endereços ligados a 21 alvos relacionados aos atos investigados. A operação batizada de Lume foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República, que conduz as investigações abertas em abril.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancários de dez deputados e um senador bolsonaristas. São os seguintes:
  • Alê Silva, deputada (PSL-MG)
  • Aline Sleutjes, deputada (PSL-PR)
  • Arolde de Oliveira, senador (PSD-RJ)
  • Bia Kicis, deputada (PSL-DF)
  • Carla Zambelli, deputada (PSL-SP)
  • Caroline de Toni, deputada (PSL-SC)
  • Daniel Silveira, deputado (PSL-RJ)
  • General Girão, deputado (PSL-RN)
  • Guiga Peixoto, deputado (PSL-SP)
  • Junio Amaral, deputado (PSL-MG)
  • Otoni de Paula, deputado (PSC-RJ)

Um dos alvos das buscas foi o deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ). Alguns empresários também foram alvos, como Otávio Fakhoury, e o advogado Luís Felipe Belmonte, que tem participado da organização do novo partido do presidente Jair Bolsonaro – o Aliança pelo Brasil. Ontem (15), a PF já havia cumprido mandado de prisão temporária da ativista Sara Fernanda Giromini (conhecida como Sara Winter).



Segundo a reportagem, o magistrado determinou a quebra dos sigilos bancários de ao menos quatro parlamentares aliados do presidente: Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Cabo Junio Amaral (PSL-MG) e Otoni de Paula (PSC-RJ). Todos manifestaram apoio aos atos considerados antidemocráticos.

FONTE: OGLOBO


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