Esquerdista Presidente da Argentina quer legalizar o aborto

Alberto Fernández também propôs medidas que favorecem a vice-presidente Cristina Kirchner e defendeu o controle de preços.

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou neste domingo (1º), que irá apresentar um projeto descentralizando o poder do Supremo e que, nos próximos dez dias, convocará uma iniciativa no Congresso para legalizar o aborto.

Durante seu discurso perante os membros da Câmara dos Deputados, Fernández não fez propostas de natureza econômica, mas questionou aspectos da gestão do presidente anterior, Maurício Macri.

“Dentro de dez dias, apresentarei um projeto para a interrupção legal da gravidez. A decisão individual da mulher de dispor livremente de seu corpo deve ser respeitada”, afirmou o presidente.

Em junho de 2018, a Câmara aprovou projeto para legalizar o aborto na Argentina, mas a lei foi rejeitada no Senado.
Fernández também anunciou medidas para alterar o judiciário. “Os crimes contra a administração pública incorridos por funcionários do Estado deixarão de estar nas mãos de alguns poucos juízes, e serão julgados por mais de cinquenta magistrados. Estamos terminando para sempre na Argentina com a manipulação de processos, permitidos pelo oligopólio dos juízes federais”, anunciou o presidente.



A medida serve para agradar a ex-presidente da Argentina e atual vice-presidente, Cristina Kirchner, que responde por nove processos por corrupção, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, e outros crimes.



Por fim, o presidente argentino defendeu as medidas governistas de controlar os preços. “Que os preços parem de subir na Argentina é responsabilidade de todos. O Estado, neste governo, estará na vanguarda da batalha contra a inflação usando todas as ferramentas legais que possui. Não é possível que com a moeda e as tarifas congeladas como no caso dos combustíveis, o preço dos alimentos continue a crescer”, afirmou.


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