Primeiro ano do governo Bolsonaro se despede com boas notícias no comércio e no mercado de trabalho

DESEMPREGO — a taxa caiu para 11,2% no trimestre até novembro, queda mais forte do que a estimada. Um ano antes, o indicador estava em 11,6%. O país ainda tem 11,9 milhões de desempregados, ou 300 mil a menos que no mesmo período de 2018. Nesta época do ano, o número de desempregados tradicionalmente cai com as contratações temporárias. O trabalho por conta própria puxou o resultado, com alta de 3,6% em um ano. O emprego com carteira assinada cresceu 1,6%. Na semana, o secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que a taxa de desemprego deve voltar a um dígito apenas em 2022.

VENDAS NO NATAL — esse foi o melhor Natal para o comércio desde 2014. Nos shoppings, o dado oficial traz um aumento de 9,5% no ano. A CNC, a confederação do setor, prevê que as famílias tiveram o maior gasto médio no período em cinco anos. A estimativa para o varejo é crescer 3% no ano que vem. Se ela se confirmar, o volume de vendas enfim vai retornar ao nível de 2014, antes da recessão. Os últimos dados de atividade econômica despertaram a confiança em um crescimento maior do PIB neste final de ano.


SOCORRO A BANCOS — na antevéspera do Natal o BC enviou um Projeto de Lei que prevê, em última instância, dinheiro público para socorro a bancos grandes. A medida chama mais a atenção em um governo que se diz liberal. Pelo roteiro, primeiro os acionistas das instituições em dificuldade perderão o valor das ações, depois os será a vez dos detentores de títulos de dívida. Se isso não for suficiente, será usado o Fundo de Resoluções, criado pela nova regra. Caso seja necessário, o próximo passo será usar dinheiro do contribuinte, se o banco for grande ao ponto de gerar um risco sistêmico. Os clientes continuarão garantidos pelo Fundo de Garantia de Crédito, que já existe. A proposta não prevê o uso do patrimônio dos banqueiros no resgate. A proposta, que será discutida pelo Congresso, adequará o Brasil às normas bancárias internacionais.

MERCADO FINANCEIRO — esse setor, inclusive, teve uma mudança relevante no ano. Com os juros em 4,5%, investidores procuraram outras opções de aplicação para melhorar o rendimento. A taxa para os clientes também começam a cair em algumas linhas.


PACOTE ANTICRIME — o presidente Jair Bolsonaro ignorou o pedido do ministro Sergio Moro e sancionou o projeto com a previsão do juiz de garantias. Esse tipo de magistrado determinará a legalidade do processo e decidirá sobre medidas preventivas antes do julgamento, que será feito por outro juiz. Moro é contra a medida, que atrasaria processos. Em cerca de 40% das comarcas do país há apenas um magistrado. O projeto também aumenta de 30 anos para 40 anos a pena máxima de detenção. Outra previsão é que o julgamento de milicianos poderá ser feito por um colegiado.

UNIVERSIDADES — o presidente impôs por Medida Provisória a forma como reitores de instituições de ensino federais escolherão a lista tríplice para suas reitorias. De acordo com a MP, os votos de professores terão peso de 70%. Professores e funcionários também votarão, com peso de 15% para cada grupo. Até aqui, cada instituição definia sua forma de escolha. A medida é mais um ponto de conflito do governo com o setor educacional.

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