Brasil cria 841,5 mil empregos formais de janeiro a outubro, melhor resultado dos últimos 5 anos

Resultado é 6,45% maior que o registrado no mesmo período de 2018, e o melhor desde 2014.

De janeiro a outubro deste ano, 841.589 novos empregos de carteira assinada foram criados no Brasil. O número supera em cerca de 6% o saldo de vagas formais do mesmo período de 2018, quando 790.579 vagas foram criadas. O resultado do período também é o maior desde 2014. Naquele ano, 912.287 empregos formais foram gerados ao longo dos dez primeiros meses. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia.

O cenário de geração de empregos também é positivo para o mês de outubro, que figura como o sétimo mês consecutivo na criação de vagas em 2019. No mês passado, o país criou 70.852 vagas formais. O número se refere ao saldo entre contratados e demitidos neste período: foram registradas 1.365.054 contratações e 1.294.202 demissões no último mês.

Assim, o estoque total de emprego celetista na economia chegou a 39.252 milhões ao final de outubro, ante 38.695 milhões registrados em outubro de 2018.



Comércio em alta
Boa parte do desempenho positivo do mês de outubro e se deve à geração de empregos no comércio. Esse segmento gerou 43.972 novos postos de trabalho, mais de 60% de todos os empregos gerados no país. O destaque ficou com o varejo, que concentrou 36.732 dessas vagas. No atacado, foram abertas 7.240 vagas formais.
Em seguida, aparece o setor de serviços, com 19.123 novos empregos, seguido da indústria de transformação, que abriu 8.946 novas vagas, e da construção civil, que criou 7.294 empregos. No setor da indústria extrativa-mineral, o saldo foi positivo foi menor, com 344 vagas.


O movimento inverso se verificou no setor agropecuário, que mais demitiu do que contratou, fechando 7.819 vagas. O saldo também foi negativo na administração pública (-427) e nos serviços industriais de utilidade pública (-581).


Desempenho dos estados
Entre os 27 estados da federação, 23 geraram novos empregos. O estado de Minas Gerais aparece puxando o número nacional com 12.282 novas vagas, seguido por São Paulo, que criou 11.727 novos empregos, e por Santa Catarina, com saldo positivo semelhante, de 11.579 vagas.

Na lanterna, aparece o estado do Rio, que teve o pior saldo do país entre contratações e demissões. Foram 9.942 vagas fechadas. Em setembro, o Rio havia fechado o mês com o quarto melhor desempenho da federação.

Em seguida, vem a Bahia, com saldo negativo de 589 empregos, e o Acre, com 367 vagas a menos.


Trabalho intermitente
Nas modalidades de trabalho criadas pela reforma trabalhista no ano passado, também houve ganho de vagas. Na esfera do trabalho intermitente, realizado em alguns dias da semana, ou ainda por algumas horas, o saldo de empregos foi positivo em 6.087 vagas. Elas decorrem de 14.254 contratações e 8.167 demissões nesse tipo de vínculo ao longo do mês de outubro.

No regime de trabalho parcial, que vai até 26 ou 30 horas semanais, o saldo também foi positivo, com 2.569 novas vagas. Em outubro, foram 7.480 admissões e 4.911 desligamentos nessa modalidade de contrato.


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