Lula e Paulinho da Força ajudaram Odebrecht a enfraquecer greves, diz delator

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ex-presidente da República  e o presidente da Força Sindical, deputado Paulinho da Força (SD-SP), tiveram nos últimos dias suas histórias como líderes trabalhistas questionadas após a revelação das delações da Odebrecht.  
Os dois foram citados por executivos da empreiteira por terem apoiado interesses da construtora durante greves de trabalhadores.
Lula se projetou ao cenário nacional no final dos anos 70, quando comandou greves em fábricas no ABC paulista, ainda durante a ditadura militar. Segundo trecho da colaboração premiada do empresário Emílio Odebrecht, destacado pelo jornal O Globo nesta sexta-feira, Lula tinha uma relação de mais de 30 anos de proximidade com ele e com a empreiteira. Os dois se conheceram quando a Odebrecht enfrentava uma greve geral no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, e o petista ajudou o empresário a ter “uma relação diferenciada com os sindicatos.”

Emílio Odebrecht afirmou aos procuradores que sempre “apoiou” o ex-presidente, seja com conselhos, seja com dinheiro. O patriarca da empresa declarou, também, que tinha acesso livre ao gabinete presidencial, durante os oito anos de Lula na Presidência da República, para resolver quaisquer problemas da empresa, geralmente sendo atendido.

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