Lula nega obstrução da Lava Jato: 'Sou vítima de massacre e perseguição'

Luiz Inácio Lula da Silva ex-presidente do Brasil negou nesta terça (14) ter pedido ao ex-senador Delcídio do Amaral (MS) para que atuasse no sentido de impedir que o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró acertasse acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato.
Nesta terça-feira, Luís Inácio Lula prestou depoimento na 10ª Vara Federal de Brasília, no processo em que é acusado de tentar atrapalhar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Lula disse que está sendo “vítima de um massacre”. “Nenhum de vocês sabem o que é acordar todo dia com medo de a imprensa estar na sua porta, achando que você vai ser preso”, citou.
Lula negou conhecer pessoalmente Cerveró e falou não ter interesse no depoimento do ex-diretor da Petrobrás. “Só tem um brasileiro que poderia ter medo da delação do Cerveró, que é o ex Senador Delcídio do Amaral. Eu não tive nenhuma preocupação com depoimento de nenhum diretor da Petrobras”, falou o ex-presidente ao juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília.
Questionado sobre as reuniões que manteve com o ex-senador na sede do Instituto Lula, em São Paulo, Lula disse ter tido “muitas reuniões com o Delcídio”. “Ele era senador da República, líder do governo, houve várias reuniões em Brasília e em São Paulo. Ele esteve no Instituto Lula várias vezes”, contou o ex-presidente.
O depoimento do Ex-presidente teve início por volta das 10h15 e durou cerca de uma hora. Usando uma gravata com as cores da bandeira do Brasil, Lula entrou na sala de depoimentos acompanhado de seus advogados Sigmaringa Seixas, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin e José Roberto Batochio.
Logo no início de seu depoimento, Lula agradeceu a oportunidade de prestar o depoimento e defendeu o seu governo e o PT, pois considera “o mais importante partido político nas Américas”.
Luís Inácio Lula da Silva é réu juntamente com o pecuarista José Carlos Bumlai, o ex-senador Delcídio do Amaral, o banqueiro André Esteves e mais três pessoas, todos acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, para que ele não firmasse acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato.

A denúncia, a primeira em que Lula se tornou réu na Lava Jato, foi aceita em julho do ano passado. Todos os réus negam as acusações.

Fonte: www.redetv.uol.com.br

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