Farra com Dinheiro:Passarela no Maracanã, que custou R$ 109 milhões, vive deserta e sem segurança

Por hora, costumam circular por lá, em média, duas pessoas. Por dia, são 48 pedestres e ciclistas. E, por mês, 1.440. Por ano, o número chega a 17.280 pessoas. Em dois anos, a passarela para atravessar do entorno do Maracanã, na altura do Museu do Índio, para São Cristóvão, próximo à entrada da Quinta da Boa Vista, foi usada por 34.560 pessoas entre 8h e 17h.

Se dividirmos o custo da obra (R$ 109,5 milhões) por estas 34.560 pessoas, cada pedestre “custa” 3 milhões.

Eu a utilizo de vez em quando, nas minhas caminhadas, mas acho perigosa. É muito deserta. Já fui atacado e me embolei com o assaltante. Por sorte, uma outra pessoa que passava imobilizou o bandido — lembra o aposentado Valmir Rezende de Oliveira, de 68 anos, morador na Tijuca.
Valmir já foi atacado no local
A passarela, que possui 530 metros de extensão e passa sobre a Radial Oeste e a linha férrea, tem cinco metros de largura no vão livre e nove metros de rampa. Ela começou a ser construída em 2012 e foi concluída em 2014. A estrutura possui iluminação cênica em LED e cobertura em lona tensionada.
Julio Cesar Matos, de 50 anos, acredita que a passarela pode ter utilidade em dias de jogos no Maracanã.

 Pelo menos serve para dividir torcidas adversárias. Uma pode atravessar por esta passarela, por exemplo, e a outra pela que liga o Maracanã com as estações de trem e metrô — diz.
Marco Antonio e Julio Cesar dizem que serve para separar torcidas em dias de jogos.
Sobre a passarela de ligação entre o Maracanã e a região da Quinta da Boa Vista, a Secretaria municipal de Obras informou que a estrutura complementou a requalificação executada pelo órgão no entorno do Maracanã. “O projeto arquitetônico foi executado de maneira a acompanhar a estética do novo estádio’’, disse.

De acordo com a secretaria, a estrutura facilita o escoamento de pessoas em dias de jogos e eventos, ligando o estádio à Quinta da Boa Vista, além de facilitar o acesso de moradores e trabalhadores que necessitam transpor os bairros de São Cristóvão, Mangueira e Maracanã. “Atendendo aos princípios de acessibilidade, as rampas foram projetadas com declividade de até 5% e patamar de descanso a cada 20 metros, possibilitando total acessibilidade’’, acrescentou.

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