A farra dos supersalários dos desembargadores,com o salário deles daria para pagar 400.000 aposentados

Desde a década de 80, quando um político alagoano se lançou no cenário nacional com a fantasia de “caçador de marajás”, o Brasil tenta acabar com a praga dos supersalários de uma minoria de servidores públicos. Até hoje, não deu certo. Na semana passada, o Senado deu um passo importante nessa direção ao aprovar um pacote de três projetos que passa a incluir no teto constitucional (33.763 reais mensalmente) a grande maioria dos penduricalhos desse grupo.

A VEJA fez um levantamento entre todos os funcionários públicos da ativa do Judiciário, do Executivo e do Legislativo federais revela o grande tamanho do problema. A pesquisa feita mostrou os 5.203 servidores que ganharam acima do teto em setembro. O prejuízo aos cofres públicos chega a 30 milhões de reais em um único mês. E isso sem contar aposentados, pensionistas, nem os três poderes nos níveis estadual e municipal. A diferença de 360 milhões de reais por ano daria para pagar por um mês a 400.000 aposentados que ganham o salário mínimo. Repetindo: 400.000.


Nos casos mais gritantes, um único servidor chegou a receber mais de 100 000 reais em um mês. Despontam entre os marajás figuras como o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira. Tudo isso ocorre, na maior parte das vezes, em razão de uma miríade de benefícios.

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