MinistroTeori Zavascki libera denúncia sobre Cunha para julgamento no STF

Teori Zavascki ministro do STF  liberou para julgamento a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Eduardo Cunha deputado afastado ,referente a contas na Suíça atribuídas ao parlamentar

Ainda não há data para o plenário do Supremo Tribunal Federal analisar a acusação.
O Supremo já aceitou uma outra denúncia sobre Eduardo Cunha na Lava Jato relativa a uma suspeita de que ele exigiu e recebeu ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a Petrobras.
Essa liberação da segunda denúncia significa que Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF, já concluiu sua análise sobre o caso.

Após seu voto, pelo recebimento ou rejeição da denúncia, os outros 10 ministros da Corte também vão se manifestar. Caso a acusação seja aceita, o deputado passa a ser réu numa segunda ação penal relacionada a desvios na Petrobras.

A data do julgamento depende agora de decisão do presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, a quem cabe colocar em  pauta os processos no plenário.

A acusação é baseada em investigação aberta em outubro de 2015 passado sobre o deputado, sua mulher, Cláudia Cruz, e de uma de suas filhas, Danielle Cunha. Esse inquérito mostrava  indícios de que o deputado teria cometido evasão de divisas, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Muito além desses crimes, a denúncia também acusa o deputado de crime de falsidade ideológica, eleitoral por omissão de rendimentos na prestação de contas eleitoral. Se a ação for aberta, a Procuradoria quer a perda do mandato parlamentar.

Segundo a Procuradoria, Cunha recebeu pelo menos US$ 1,31 milhão - R$ 5,2 milhões -  em uma conta na Suíça. O dinheiro, a Suíça divulgou que , foi recebido como propina pela viabilização da aquisição, pela Petrobras, de um campo de petróleo em Benin, na África.
A PGR pede a devolução de valores e reparação de danos materiais e morais no valor de duas vezes a propina - R$ 10,5 milhões.

Mulher Eduardo Cunha virou Ré

Nesta quinta-feira (9), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, aceitou a denúncia contra a mulher de Eduardo Cunha.
Agora, Cláudia Cruz passa a responder em um processo por suspeita de ter recebido, por meio de contas na Suíça, parte de valores de uma propina de cerca de US$ 1,5 milhão paga ao marido.

Em nota à imprensa, o deputado Eduardo Cunha afirma que as contas de Cláudia no exterior estavam "dentro das normas da legislação brasileira", que foram declaradas às autoridades e que não foram abastecidas por recursos ilícitos (leia a íntegra da nota abaixo).

A defesa de Claudia Cruz informou que ela "responderá às imputações como sempre fez e até o momento faz , colaborando com a Justiça e entregando os documentos necessários à apuração dos fatos" e afirmou que a cliente "jamais teve qualquer relação com atos de corrupção ou de lavagem de dinheiro, não conhece os demais denunciados e jamais participou ou presenciou negociações ilícitas".


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